O que é esse fogo que queima e arde sem se ver, ferida que dói e não se esquece, caminho que se encontra e não se segue?
Não temos certeza de nada e talvez aí resida a beleza da vida. A surpresa do próximo passo, a curiosidade de ver o que virá depois. A espera silenciosa... Somos passageiros, sim, estamos em plena viagem. Importa apreciar a paisagem, usufruir da companhia de outros viajantes. Temos todos o mesmo destino?
A humildade, a confiança, o desapego e a gratidão são quatro pilares que nos sustentam e que fazem a viagem da vida ser mais bela. As pausas no caminho também são necessárias. Precisamos alimentar a alma, o espírito; perdoar e ser perdoados. E acreditar que o amanhã será pleno, porque o hoje foi bem vivido.
“Ame a realidade que você constrói e nada deterá o seu vôo.”
domingo, 18 de outubro de 2009
sábado, 17 de outubro de 2009
www.qualquercoisa.com = Internet nossa de cada dia
Há alguns anos, não muitos, quem diria que poderíamos desfrutar desta maravilha eletrônica? Sim, maravilha, e que me perdoem os resistentes ou descontentes, mas a comunicação deu um salto sem precedentes com a rede mundial de computadores ou Internet.
Atire a primeira pedra quem não dá sua espiadinha básica, diária ou semanal que seja, na caixa de mensagens do correio eletrônico, ou nas redes sociais (orkut, facebook, twitter). Isso sem falar na mais prática e barata de todas as linhas diretas, o Messenger (MSN), Skype e outros, nas notícias da hora e do minuto postadas incessantemente nos sites de jornalismo, blogs, etc, etc, etc...
Encurtaram-se as distâncias, tudo é em tempo real. Ninguém mais vive isolado. Portadores de necessidades especiais tem todo um universo de possibilidades a garantir sua inclusão no mundo virtual. As crianças, por incrível que pareça, aprendem a teclar antes de aprender a ler (já nascem sabendo, diriam alguns). Quer saber a definição de algo, onde encontrar um endereço, uma pessoa, um produto? É só digitar no Google. Dúvidas, nunca mais! Acesse e seja feliz...
A publicidade então, nem se fala. Tem de tudo e mais um pouco.
Pagar contas sem sair de casa, verificar saldos e movimentar contas bancárias, bloquear talões, pesquisar um assunto para a aula, encontrar e conversar com alguém que foi embora para muito longe, procurar uma música ou filme antigo, divulgar idéias, votar... (isso também?) Nós, advogados, “navegamos” a procura de jurisprudência, novas leis, a movimentação processual do dia, ingressamos com processos virtuais, quando antes era necessária toda uma logística e um alto investimento na aquisição de livros e códigos.
Mas como toda moeda tem dois lados, é preciso ter cuidado com os exageros e com os mal intencionados. Infelizmente, com toda a inovação, inovaram-se também os métodos para a prática de atos ilícitos e toda a sorte de falcatruas e invasões de privacidade. Também é importante lembrar que o mundo real continua existindo!
Afora isso, não há melhor ferramenta de trabalho em qualquer área que se imaginar. Que o digam os cientistas, os professores, os médicos enfim, todas as pessoas que viram nascer esta maravilha do mundo moderno, sem esperar que se tornaria o que se tornou. É um produto da inteligência humana e como tal deve ser admirado e utilizado para o progresso da humanidade, não esquecendo nunca que o controle está nas mãos do homem.
E por falar em ferramenta, criamos uma comunidade no orkut, em homenagem ao nosso jornal, a comunidade “Amigos fãs do jornal A Opinião”, da qual convidamos todos a participarem. Afinal, não custa nada e não faz mal nenhum dar um pitaco na modernidade...
Iara Magajewski Averbeck
Atire a primeira pedra quem não dá sua espiadinha básica, diária ou semanal que seja, na caixa de mensagens do correio eletrônico, ou nas redes sociais (orkut, facebook, twitter). Isso sem falar na mais prática e barata de todas as linhas diretas, o Messenger (MSN), Skype e outros, nas notícias da hora e do minuto postadas incessantemente nos sites de jornalismo, blogs, etc, etc, etc...
Encurtaram-se as distâncias, tudo é em tempo real. Ninguém mais vive isolado. Portadores de necessidades especiais tem todo um universo de possibilidades a garantir sua inclusão no mundo virtual. As crianças, por incrível que pareça, aprendem a teclar antes de aprender a ler (já nascem sabendo, diriam alguns). Quer saber a definição de algo, onde encontrar um endereço, uma pessoa, um produto? É só digitar no Google. Dúvidas, nunca mais! Acesse e seja feliz...
A publicidade então, nem se fala. Tem de tudo e mais um pouco.
Pagar contas sem sair de casa, verificar saldos e movimentar contas bancárias, bloquear talões, pesquisar um assunto para a aula, encontrar e conversar com alguém que foi embora para muito longe, procurar uma música ou filme antigo, divulgar idéias, votar... (isso também?) Nós, advogados, “navegamos” a procura de jurisprudência, novas leis, a movimentação processual do dia, ingressamos com processos virtuais, quando antes era necessária toda uma logística e um alto investimento na aquisição de livros e códigos.
Mas como toda moeda tem dois lados, é preciso ter cuidado com os exageros e com os mal intencionados. Infelizmente, com toda a inovação, inovaram-se também os métodos para a prática de atos ilícitos e toda a sorte de falcatruas e invasões de privacidade. Também é importante lembrar que o mundo real continua existindo!
Afora isso, não há melhor ferramenta de trabalho em qualquer área que se imaginar. Que o digam os cientistas, os professores, os médicos enfim, todas as pessoas que viram nascer esta maravilha do mundo moderno, sem esperar que se tornaria o que se tornou. É um produto da inteligência humana e como tal deve ser admirado e utilizado para o progresso da humanidade, não esquecendo nunca que o controle está nas mãos do homem.
E por falar em ferramenta, criamos uma comunidade no orkut, em homenagem ao nosso jornal, a comunidade “Amigos fãs do jornal A Opinião”, da qual convidamos todos a participarem. Afinal, não custa nada e não faz mal nenhum dar um pitaco na modernidade...
Iara Magajewski Averbeck
domingo, 27 de setembro de 2009
E OS IDEAIS?
Para início de conversa saí perguntando a uns e a outros: para você, o que significa um ideal? Eis algumas das respostas: a coisa perfeita pra mim; o necessário; viver bem; ter coisas; alguns falam em objetivos, outros em utopias, coisas nem sempre atingíveis. Tem aqueles para quem ideal é a realização de um sonho. Então, o que é mesmo um ideal? São tantas e tão particulares as definições. Por uma questão de curiosidade, fui me socorrer na maior enciclopédia de todos os tempos, ao alcance da mão: a Internet. Aí encontrei o seguinte conceito extraído de uma aula de Introdução à Vida Intelectual, ministrada num Seminário de Filosofia, de setembro de 1987: “Denomina-se "ideal" a síntese em que se fundem, numa só forma e numa só energia, a idéia do sentido da vida e a do preço de sua realização: diz-se que um homem tem um ideal quando ele sabe em qual direção tem de ir para tornar-se aquilo que almeja, e quando está firmemente decidido a ir nessa direção.”
Temos aí algumas palavras chave como “sentido da vida”, “preço”, “realização”, “direção” e “decisão”. E se vamos continuar divagando, iremos perguntar: o que é o sentido da vida? Qual o preço que estamos dispostos a pagar por um ideal? E de pergunta em pergunta procuramos, dentro e fora de nós, respostas, talvez difíceis de encontrar.
Em um paralelo com os papéis que exercemos na vida, poderíamos dizer que ter um ideal é agir, caminhando em direção a algo que nos faça vibrar (o tal de verdadeiro sentido da vida). E caminhar com decisão, isto é, convencidos de que estamos empenhando nossos esforços e dirigindo nossas ações em busca de um objetivo maior. Ainda, por verdadeiro sentido da vida entendamos que não seja algo que nos dê um prazer passageiro e muitas vezes egoísta, mas aquilo que nos move a sair de nós mesmos e procurar o próximo...
Tudo muito bonito e muito ideal, mas no mundo em que vivemos, ainda cabem ideais? O que se vê, na realidade, é a busca constante por satisfações cada vez mais imediatas. Não é muito comum o fazer planos a longo prazo, como um objetivo a ser conquistado e a ele e por ele dedicar a vida. As conquistas são mais rápidas. Necessidade/satisfação imediata parece ser o binômio da felicidade. Não é saudosismo de uma época, porque não se pode cair na facilidade de dizer que tudo “antigamente era melhor”. Não era. Era apenas diferente. Mas isso também não vem ao caso, de momento.
A questão dos ideais pode ser uma coisa muito pessoal de cada um. Ninguém conseguirá abrir a cabeça do outro e colocar ali dentro um ideal. Ideal é assim: ou se tem ou... não se tem. E devemos respeitar isso. Mas no meu modo de ver as coisas, ideais fazem falta. Ideais são sementes. É aquilo que nos impulsiona para o futuro, com esperança e também aquilo que nos faz ver que o passado valeu a pena.
Iara Magajewski Averbeck
Temos aí algumas palavras chave como “sentido da vida”, “preço”, “realização”, “direção” e “decisão”. E se vamos continuar divagando, iremos perguntar: o que é o sentido da vida? Qual o preço que estamos dispostos a pagar por um ideal? E de pergunta em pergunta procuramos, dentro e fora de nós, respostas, talvez difíceis de encontrar.
Em um paralelo com os papéis que exercemos na vida, poderíamos dizer que ter um ideal é agir, caminhando em direção a algo que nos faça vibrar (o tal de verdadeiro sentido da vida). E caminhar com decisão, isto é, convencidos de que estamos empenhando nossos esforços e dirigindo nossas ações em busca de um objetivo maior. Ainda, por verdadeiro sentido da vida entendamos que não seja algo que nos dê um prazer passageiro e muitas vezes egoísta, mas aquilo que nos move a sair de nós mesmos e procurar o próximo...
Tudo muito bonito e muito ideal, mas no mundo em que vivemos, ainda cabem ideais? O que se vê, na realidade, é a busca constante por satisfações cada vez mais imediatas. Não é muito comum o fazer planos a longo prazo, como um objetivo a ser conquistado e a ele e por ele dedicar a vida. As conquistas são mais rápidas. Necessidade/satisfação imediata parece ser o binômio da felicidade. Não é saudosismo de uma época, porque não se pode cair na facilidade de dizer que tudo “antigamente era melhor”. Não era. Era apenas diferente. Mas isso também não vem ao caso, de momento.
A questão dos ideais pode ser uma coisa muito pessoal de cada um. Ninguém conseguirá abrir a cabeça do outro e colocar ali dentro um ideal. Ideal é assim: ou se tem ou... não se tem. E devemos respeitar isso. Mas no meu modo de ver as coisas, ideais fazem falta. Ideais são sementes. É aquilo que nos impulsiona para o futuro, com esperança e também aquilo que nos faz ver que o passado valeu a pena.
Iara Magajewski Averbeck
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Ideais e papéis
Por que uma advogada, que gosta de escrever, não escreve apenas sobre assuntos jurídicos, ao invés de se bandear pela seara da filosofia e afins? Não há uma resposta definitiva. O fato é que nesta vida desempenhamos tantos papéis, que às vezes nem nos damos conta do que somos capazes. Tudo se resume a papéis. Alguns exercemos bem, outros nem tanto. Ser pai ou mãe é um papel perante a família, assim como ser médico, advogado, professor ou policial é o papel de alguém diante da sociedade. Temos o papel de filho, como também o de vizinho, estudante, amigo, irmão, colega, chefe, enfim... O que fazemos e com quem interagimos é um “papel” que desempenhamos naquele momento. Não se trata de simplificar as coisas, mas se pararmos para pensar, não é um fato?
Quantos papéis temos, ao longo de nossa vida? Quantas faces são necessárias para que nos desloquemos por entre todos os compromissos e atribuições diárias? Muitas faces, muitos papéis... Um a um, devem ser cumpridos. E, percebam, muitas vezes, diversos papéis ao mesmo tempo. O indivíduo pode pertencer a diversos grupos e em cada grupo exercer um papel. Por vezes, pode haver tantos papéis e tão diferentes entre si que, executados pela mesma pessoa, poderão proporcionar oportunidades para um conflito em potencial. A flexibilidade e a capacidade de ajustar-se a mais de um grupo fará com que sejam enfatizados os aspectos favoráveis de um papel, bem como elaborados os pontos mais controvertidos ou dissonantes. Por isso, nem sempre a principal ocupação de alguém é o seu papel principal nesse mundo.
Aliás, no palco da vida há que se aprender a atuar. Não há ensaio, é tudo ao vivo. Pode haver improvisos, mas é preciso um roteiro e cada um faz o seu. A crítica? Sim, ela existe, é outro papel. Como também a platéia. No frigir dos ovos, todos são atores e todos são espectadores. Então, o mundo é um grande palco e a vida o maior enredo.
E os ideais? Bem, isso é conversa para a próxima semana.
Quantos papéis temos, ao longo de nossa vida? Quantas faces são necessárias para que nos desloquemos por entre todos os compromissos e atribuições diárias? Muitas faces, muitos papéis... Um a um, devem ser cumpridos. E, percebam, muitas vezes, diversos papéis ao mesmo tempo. O indivíduo pode pertencer a diversos grupos e em cada grupo exercer um papel. Por vezes, pode haver tantos papéis e tão diferentes entre si que, executados pela mesma pessoa, poderão proporcionar oportunidades para um conflito em potencial. A flexibilidade e a capacidade de ajustar-se a mais de um grupo fará com que sejam enfatizados os aspectos favoráveis de um papel, bem como elaborados os pontos mais controvertidos ou dissonantes. Por isso, nem sempre a principal ocupação de alguém é o seu papel principal nesse mundo.
Aliás, no palco da vida há que se aprender a atuar. Não há ensaio, é tudo ao vivo. Pode haver improvisos, mas é preciso um roteiro e cada um faz o seu. A crítica? Sim, ela existe, é outro papel. Como também a platéia. No frigir dos ovos, todos são atores e todos são espectadores. Então, o mundo é um grande palco e a vida o maior enredo.
E os ideais? Bem, isso é conversa para a próxima semana.
sábado, 12 de setembro de 2009
A lição da bromélia
Certa vez, ganhei uma bromélia de flor amarela. Deixei-a no vaso original e por muito tempo a flor resistiu. Passou o verão e o tempo da flor também. Pensei, então, em cuidar das folhas até que, na próxima estação, no próximo ciclo, a flor se abrisse novamente. Na ânsia de mantê-la viva, colocava água quase todos os dias. Estranhamente, a planta parecia regredir: algumas folhas murchavam, outras ficavam enroladas e se soltavam. Decidi que deveria transplantá-la para o solo ou para um vaso maior. Venceu o vaso. Quando fazia a operação de salvamento, ao retirar a bromélia do pequeno vaso onde estivera até então, notei a terra encharcada e as raízes, mais uns poucos dias, apodreceriam. A planta morreria. Ufa! Bem na hora, pensei.
A lição vem agora, no melhor estilo Paulo Coelho. Quantas vezes, pensando cuidar ou proteger alguém dedicamos tanto amor que sufocamos, ou melhor, afogamos a pessoa, deixando-a sem espaço, sem opção para firmar suas raízes, suas próprias convicções e escolhas? Pensamos que impondo amor (regando muito todos os dias), vamos ajudar, e, no entanto, não percebemos que as pessoas, assim como as plantas, tem seu próprio tempo. Precisam de tempo e espaço próprio para absorver o que percebem e recebem. Tempo para se desenvolver... A falta de amor, como a falta de água matam. Mas o contrário também é verdadeiro: todo o excesso afoga, sufoca e pode destruir. E amor mesmo, não se impõe.
Fico observando a plantinha. Está se recuperando. Coloquei-a debaixo de uma árvore, onde a sombra e os raios de sol se revesam. Não quero mais oprimi-la, só para tê-la perto de mim. Por mais linda que seja, posso olhá-la e amá-la de longe também, regando só o necessário. E agora já criou novas folhas, diferentes daquelas que antes existiam. Criou o seu próprio formato, sem perder a beleza. E segue o seu ritmo, no caminho que a Natureza oferece. Eu, meio de longe, vou acompanhando... E me sinto feliz, só pela sua existência...
A lição vem agora, no melhor estilo Paulo Coelho. Quantas vezes, pensando cuidar ou proteger alguém dedicamos tanto amor que sufocamos, ou melhor, afogamos a pessoa, deixando-a sem espaço, sem opção para firmar suas raízes, suas próprias convicções e escolhas? Pensamos que impondo amor (regando muito todos os dias), vamos ajudar, e, no entanto, não percebemos que as pessoas, assim como as plantas, tem seu próprio tempo. Precisam de tempo e espaço próprio para absorver o que percebem e recebem. Tempo para se desenvolver... A falta de amor, como a falta de água matam. Mas o contrário também é verdadeiro: todo o excesso afoga, sufoca e pode destruir. E amor mesmo, não se impõe.
Fico observando a plantinha. Está se recuperando. Coloquei-a debaixo de uma árvore, onde a sombra e os raios de sol se revesam. Não quero mais oprimi-la, só para tê-la perto de mim. Por mais linda que seja, posso olhá-la e amá-la de longe também, regando só o necessário. E agora já criou novas folhas, diferentes daquelas que antes existiam. Criou o seu próprio formato, sem perder a beleza. E segue o seu ritmo, no caminho que a Natureza oferece. Eu, meio de longe, vou acompanhando... E me sinto feliz, só pela sua existência...
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Viajar é...
Já dizia o poeta Mário Quintana que “viajar é mudar o cenário da solidão”. E é. Nascemos sós e morremos sós. No meio disso nos iludimos de que estamos acompanhados. De fato, podemos até estar, mas isso não nos retira da solidão. O único diálogo verdadeiro é aquele que temos com o nosso eu. As maiores batalhas que travamos são interiores. Das janelas da alma vemos tudo e tudo percebemos. E a partir daí, interagimos. Então, trocamos solidões. Viajei para ver minha vida de longe. Não vi de longe, vi de muito perto. Vi aquilo que realmente importa. Descobri que, de longe, se pode ver melhor, mas o que vai dentro de nós nos segue para sempre e para onde quer que vamos.
Viajei...
Viajei...
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
A ética e a sobrevivência
Vale tudo. Estamos num tempo em que ninguém mais respeita nada. Convicções, regulamentos, ideais e até sentimentos ficam em segundo plano. Tudo em nome da sobrevivência, ela sim vem em primeiro lugar. Alguém depende de mim? Problema dele. Eu dependo de alguém? Bem, aí a coisa muda de figura. Aí é preciso agradar... As coisas mudam e no politicamente correto tudo se espera. A mais valia ainda persiste e entenda-se por mais valia aquilo que me favorece de qualquer maneira, não só economicamente. Fica o dito pelo não dito, o que era ontem, já foi mesmo. Então para que?
Se posso manter as aparências, para que interiorizar? Ninguém está vendo. É burrice daquele que ainda acredita, pensar que o mundo está ficando ético. Só nas falácias. Quando os rótulos são bonitos, pouco importa o conteúdo ou a fórmula. O sorriso vem fácil quando se vislumbra um interesse, mas a cara feia e uma grande sobriedade tomam lugar quando o assunto é lealdade. E por debaixo do pano, o que pode e o que não pode fazer? Infinitas possibilidades. Um puxando o tapete do outro, esperando só uma brecha para ocupar o lugar daquele. Interesses ocultos comandam iniciativas e menospreza-se o poder de raciocínio dos simples mortais.
Os defeitos e pecados dos outros pulam aos olhos, mas eu? Eu não tenho defeitos! Quando muito, algumas dificuldades, mas todas justificáveis. E pecados, então, bem capaz! Se os tenho, ninguém vê porque estão devidamente disfarçados ou desculpados, sim porque para mim sempre há uma justificativa. E se justificativa não há, cria-se uma máscara de indignação, mas com a atitude alheia, “onde já se viu?”. Maquiados pelo belo discurso do “comigo não!” seguimos ditando regras, as nossas regras, sem esquecer de que todas elas são revisáveis no momento certo. E a ética, essa pobre senhora, já não sobrevive mais, perambula e, cambaleante, procura um alento, um abrigo, sem perceber que a humanidade também a persegue por caminhos outros que, quiçá, irão se cruzar.
Se posso manter as aparências, para que interiorizar? Ninguém está vendo. É burrice daquele que ainda acredita, pensar que o mundo está ficando ético. Só nas falácias. Quando os rótulos são bonitos, pouco importa o conteúdo ou a fórmula. O sorriso vem fácil quando se vislumbra um interesse, mas a cara feia e uma grande sobriedade tomam lugar quando o assunto é lealdade. E por debaixo do pano, o que pode e o que não pode fazer? Infinitas possibilidades. Um puxando o tapete do outro, esperando só uma brecha para ocupar o lugar daquele. Interesses ocultos comandam iniciativas e menospreza-se o poder de raciocínio dos simples mortais.
Os defeitos e pecados dos outros pulam aos olhos, mas eu? Eu não tenho defeitos! Quando muito, algumas dificuldades, mas todas justificáveis. E pecados, então, bem capaz! Se os tenho, ninguém vê porque estão devidamente disfarçados ou desculpados, sim porque para mim sempre há uma justificativa. E se justificativa não há, cria-se uma máscara de indignação, mas com a atitude alheia, “onde já se viu?”. Maquiados pelo belo discurso do “comigo não!” seguimos ditando regras, as nossas regras, sem esquecer de que todas elas são revisáveis no momento certo. E a ética, essa pobre senhora, já não sobrevive mais, perambula e, cambaleante, procura um alento, um abrigo, sem perceber que a humanidade também a persegue por caminhos outros que, quiçá, irão se cruzar.
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