Por que uma advogada, que gosta de escrever, não escreve apenas sobre assuntos jurídicos, ao invés de se bandear pela seara da filosofia e afins? Não há uma resposta definitiva. O fato é que nesta vida desempenhamos tantos papéis, que às vezes nem nos damos conta do que somos capazes. Tudo se resume a papéis. Alguns exercemos bem, outros nem tanto. Ser pai ou mãe é um papel perante a família, assim como ser médico, advogado, professor ou policial é o papel de alguém diante da sociedade. Temos o papel de filho, como também o de vizinho, estudante, amigo, irmão, colega, chefe, enfim... O que fazemos e com quem interagimos é um “papel” que desempenhamos naquele momento. Não se trata de simplificar as coisas, mas se pararmos para pensar, não é um fato?
Quantos papéis temos, ao longo de nossa vida? Quantas faces são necessárias para que nos desloquemos por entre todos os compromissos e atribuições diárias? Muitas faces, muitos papéis... Um a um, devem ser cumpridos. E, percebam, muitas vezes, diversos papéis ao mesmo tempo. O indivíduo pode pertencer a diversos grupos e em cada grupo exercer um papel. Por vezes, pode haver tantos papéis e tão diferentes entre si que, executados pela mesma pessoa, poderão proporcionar oportunidades para um conflito em potencial. A flexibilidade e a capacidade de ajustar-se a mais de um grupo fará com que sejam enfatizados os aspectos favoráveis de um papel, bem como elaborados os pontos mais controvertidos ou dissonantes. Por isso, nem sempre a principal ocupação de alguém é o seu papel principal nesse mundo.
Aliás, no palco da vida há que se aprender a atuar. Não há ensaio, é tudo ao vivo. Pode haver improvisos, mas é preciso um roteiro e cada um faz o seu. A crítica? Sim, ela existe, é outro papel. Como também a platéia. No frigir dos ovos, todos são atores e todos são espectadores. Então, o mundo é um grande palco e a vida o maior enredo.
E os ideais? Bem, isso é conversa para a próxima semana.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
A lição da bromélia
Certa vez, ganhei uma bromélia de flor amarela. Deixei-a no vaso original e por muito tempo a flor resistiu. Passou o verão e o tempo da flor também. Pensei, então, em cuidar das folhas até que, na próxima estação, no próximo ciclo, a flor se abrisse novamente. Na ânsia de mantê-la viva, colocava água quase todos os dias. Estranhamente, a planta parecia regredir: algumas folhas murchavam, outras ficavam enroladas e se soltavam. Decidi que deveria transplantá-la para o solo ou para um vaso maior. Venceu o vaso. Quando fazia a operação de salvamento, ao retirar a bromélia do pequeno vaso onde estivera até então, notei a terra encharcada e as raízes, mais uns poucos dias, apodreceriam. A planta morreria. Ufa! Bem na hora, pensei.
A lição vem agora, no melhor estilo Paulo Coelho. Quantas vezes, pensando cuidar ou proteger alguém dedicamos tanto amor que sufocamos, ou melhor, afogamos a pessoa, deixando-a sem espaço, sem opção para firmar suas raízes, suas próprias convicções e escolhas? Pensamos que impondo amor (regando muito todos os dias), vamos ajudar, e, no entanto, não percebemos que as pessoas, assim como as plantas, tem seu próprio tempo. Precisam de tempo e espaço próprio para absorver o que percebem e recebem. Tempo para se desenvolver... A falta de amor, como a falta de água matam. Mas o contrário também é verdadeiro: todo o excesso afoga, sufoca e pode destruir. E amor mesmo, não se impõe.
Fico observando a plantinha. Está se recuperando. Coloquei-a debaixo de uma árvore, onde a sombra e os raios de sol se revesam. Não quero mais oprimi-la, só para tê-la perto de mim. Por mais linda que seja, posso olhá-la e amá-la de longe também, regando só o necessário. E agora já criou novas folhas, diferentes daquelas que antes existiam. Criou o seu próprio formato, sem perder a beleza. E segue o seu ritmo, no caminho que a Natureza oferece. Eu, meio de longe, vou acompanhando... E me sinto feliz, só pela sua existência...
A lição vem agora, no melhor estilo Paulo Coelho. Quantas vezes, pensando cuidar ou proteger alguém dedicamos tanto amor que sufocamos, ou melhor, afogamos a pessoa, deixando-a sem espaço, sem opção para firmar suas raízes, suas próprias convicções e escolhas? Pensamos que impondo amor (regando muito todos os dias), vamos ajudar, e, no entanto, não percebemos que as pessoas, assim como as plantas, tem seu próprio tempo. Precisam de tempo e espaço próprio para absorver o que percebem e recebem. Tempo para se desenvolver... A falta de amor, como a falta de água matam. Mas o contrário também é verdadeiro: todo o excesso afoga, sufoca e pode destruir. E amor mesmo, não se impõe.
Fico observando a plantinha. Está se recuperando. Coloquei-a debaixo de uma árvore, onde a sombra e os raios de sol se revesam. Não quero mais oprimi-la, só para tê-la perto de mim. Por mais linda que seja, posso olhá-la e amá-la de longe também, regando só o necessário. E agora já criou novas folhas, diferentes daquelas que antes existiam. Criou o seu próprio formato, sem perder a beleza. E segue o seu ritmo, no caminho que a Natureza oferece. Eu, meio de longe, vou acompanhando... E me sinto feliz, só pela sua existência...
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Viajar é...
Já dizia o poeta Mário Quintana que “viajar é mudar o cenário da solidão”. E é. Nascemos sós e morremos sós. No meio disso nos iludimos de que estamos acompanhados. De fato, podemos até estar, mas isso não nos retira da solidão. O único diálogo verdadeiro é aquele que temos com o nosso eu. As maiores batalhas que travamos são interiores. Das janelas da alma vemos tudo e tudo percebemos. E a partir daí, interagimos. Então, trocamos solidões. Viajei para ver minha vida de longe. Não vi de longe, vi de muito perto. Vi aquilo que realmente importa. Descobri que, de longe, se pode ver melhor, mas o que vai dentro de nós nos segue para sempre e para onde quer que vamos.
Viajei...
Viajei...
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
A ética e a sobrevivência
Vale tudo. Estamos num tempo em que ninguém mais respeita nada. Convicções, regulamentos, ideais e até sentimentos ficam em segundo plano. Tudo em nome da sobrevivência, ela sim vem em primeiro lugar. Alguém depende de mim? Problema dele. Eu dependo de alguém? Bem, aí a coisa muda de figura. Aí é preciso agradar... As coisas mudam e no politicamente correto tudo se espera. A mais valia ainda persiste e entenda-se por mais valia aquilo que me favorece de qualquer maneira, não só economicamente. Fica o dito pelo não dito, o que era ontem, já foi mesmo. Então para que?
Se posso manter as aparências, para que interiorizar? Ninguém está vendo. É burrice daquele que ainda acredita, pensar que o mundo está ficando ético. Só nas falácias. Quando os rótulos são bonitos, pouco importa o conteúdo ou a fórmula. O sorriso vem fácil quando se vislumbra um interesse, mas a cara feia e uma grande sobriedade tomam lugar quando o assunto é lealdade. E por debaixo do pano, o que pode e o que não pode fazer? Infinitas possibilidades. Um puxando o tapete do outro, esperando só uma brecha para ocupar o lugar daquele. Interesses ocultos comandam iniciativas e menospreza-se o poder de raciocínio dos simples mortais.
Os defeitos e pecados dos outros pulam aos olhos, mas eu? Eu não tenho defeitos! Quando muito, algumas dificuldades, mas todas justificáveis. E pecados, então, bem capaz! Se os tenho, ninguém vê porque estão devidamente disfarçados ou desculpados, sim porque para mim sempre há uma justificativa. E se justificativa não há, cria-se uma máscara de indignação, mas com a atitude alheia, “onde já se viu?”. Maquiados pelo belo discurso do “comigo não!” seguimos ditando regras, as nossas regras, sem esquecer de que todas elas são revisáveis no momento certo. E a ética, essa pobre senhora, já não sobrevive mais, perambula e, cambaleante, procura um alento, um abrigo, sem perceber que a humanidade também a persegue por caminhos outros que, quiçá, irão se cruzar.
Se posso manter as aparências, para que interiorizar? Ninguém está vendo. É burrice daquele que ainda acredita, pensar que o mundo está ficando ético. Só nas falácias. Quando os rótulos são bonitos, pouco importa o conteúdo ou a fórmula. O sorriso vem fácil quando se vislumbra um interesse, mas a cara feia e uma grande sobriedade tomam lugar quando o assunto é lealdade. E por debaixo do pano, o que pode e o que não pode fazer? Infinitas possibilidades. Um puxando o tapete do outro, esperando só uma brecha para ocupar o lugar daquele. Interesses ocultos comandam iniciativas e menospreza-se o poder de raciocínio dos simples mortais.
Os defeitos e pecados dos outros pulam aos olhos, mas eu? Eu não tenho defeitos! Quando muito, algumas dificuldades, mas todas justificáveis. E pecados, então, bem capaz! Se os tenho, ninguém vê porque estão devidamente disfarçados ou desculpados, sim porque para mim sempre há uma justificativa. E se justificativa não há, cria-se uma máscara de indignação, mas com a atitude alheia, “onde já se viu?”. Maquiados pelo belo discurso do “comigo não!” seguimos ditando regras, as nossas regras, sem esquecer de que todas elas são revisáveis no momento certo. E a ética, essa pobre senhora, já não sobrevive mais, perambula e, cambaleante, procura um alento, um abrigo, sem perceber que a humanidade também a persegue por caminhos outros que, quiçá, irão se cruzar.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Às vezes é difícil, mas a vida nos ensina...
Brincar de Viver
Maria Bethânia
Composição: Guilherme Arantes
Quem me chamou
Quem vai querer voltar pro ninho
E redescobrir seu lugar
Pra retornar
E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar
Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não
Você verá que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver
E não esquecer, ninguém é o centro do universo
Que assim é maior o prazer
Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não
E eu desejo amar todos que eu cruzar pelo meu caminho
Como eu sou feliz, eu quero ver feliz
Quem andar comigo, vem
Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não.
Brincar de Viver
Maria Bethânia
Composição: Guilherme Arantes
Quem me chamou
Quem vai querer voltar pro ninho
E redescobrir seu lugar
Pra retornar
E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar
Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não
Você verá que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver
E não esquecer, ninguém é o centro do universo
Que assim é maior o prazer
Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não
E eu desejo amar todos que eu cruzar pelo meu caminho
Como eu sou feliz, eu quero ver feliz
Quem andar comigo, vem
Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Sintonia das almas
As almas se entendem. Essa é uma teoria que tenho. Pode ser loucura, e talvez seja mesmo. Mas as almas se entendem. Algumas só. Não precisam de palavras, se entendem em outro plano, aqui na Terra mesmo. Alma não tem idade, não tem sexo, não tem cor. Tem desejos. Tem afinidades. Tem sonhos. Estão lado a lado, mesmo que longe fisicamente os corpos. Dançam o balé das vibrações, se encontram, se fundem, para depois seguir. E retornar e se reencontrar. E ajudar-se mutuamente a cumprir uma missão. Lembrar-se que a vida é muito mais do que vemos.
Sim, as almas se entendem... E aí nascem as amizades. Senão, o que dizer de quando completamos a frase que o outro iniciou? Ou quando, sem saber, fazemos planos parecidos, temos idéias e gostos semelhantes e nos encontramos em mesmas decisões?
Já dizia com propriedade o poeta “o que importa é ouvir a voz que vem do coração...” E o que importa também é que amizade não tem pré requisitos, e nem há escolas para formação de amigos. Não tem lógica? E a gente escolhe os amigos, por acaso? Pode até escolher companhias, parceiros, marido, mulher, mas me desculpem, amigo a gente não escolhe. Amigo acontece. De repente, do nada, uma palavra, um olhar, uma gentileza. E daí o companheirismo, a partilha, o bem querer. Dessa parte em diante, aí sim, é escolha. Escolha de manter viva a amizade, de falar o que deve ser falado sem não me toques, de ficar ao lado do amigo para o que der e vier.
Pense num amigo muito querido. Lembra a data em que se tornaram amigos de verdade? Percebe que parece que vocês se conhecem desde sempre? Que as lembranças de um se confundem com as do outro, mesmo que não tenham acontecido junto. Sabe por que? Porque, como eu disse, as almas se entendem. Especialmente as almas de amigos se entendem. E entendem os porquês um do outro e as emoções sentidas e vividas, até sem dizer palavra. A presença de um deixa o outro à vontade em qualquer lugar, extrapolando os limites do tempo.
“Amigos são irmãos que a vida nos deu para caminhar conosco ao longo de nossa jornada...” Neste Dia do Amigo, deixe-se envolver pelo carinho que a amizade faz sentir e num instante de gratidão a Deus, abrace forte, feche os olhos e ouça os corações batendo: são sinais. Sinais de que a vida vale a pena, quando se tem um amigo.
Sim, as almas se entendem... E aí nascem as amizades. Senão, o que dizer de quando completamos a frase que o outro iniciou? Ou quando, sem saber, fazemos planos parecidos, temos idéias e gostos semelhantes e nos encontramos em mesmas decisões?
Já dizia com propriedade o poeta “o que importa é ouvir a voz que vem do coração...” E o que importa também é que amizade não tem pré requisitos, e nem há escolas para formação de amigos. Não tem lógica? E a gente escolhe os amigos, por acaso? Pode até escolher companhias, parceiros, marido, mulher, mas me desculpem, amigo a gente não escolhe. Amigo acontece. De repente, do nada, uma palavra, um olhar, uma gentileza. E daí o companheirismo, a partilha, o bem querer. Dessa parte em diante, aí sim, é escolha. Escolha de manter viva a amizade, de falar o que deve ser falado sem não me toques, de ficar ao lado do amigo para o que der e vier.
Pense num amigo muito querido. Lembra a data em que se tornaram amigos de verdade? Percebe que parece que vocês se conhecem desde sempre? Que as lembranças de um se confundem com as do outro, mesmo que não tenham acontecido junto. Sabe por que? Porque, como eu disse, as almas se entendem. Especialmente as almas de amigos se entendem. E entendem os porquês um do outro e as emoções sentidas e vividas, até sem dizer palavra. A presença de um deixa o outro à vontade em qualquer lugar, extrapolando os limites do tempo.
“Amigos são irmãos que a vida nos deu para caminhar conosco ao longo de nossa jornada...” Neste Dia do Amigo, deixe-se envolver pelo carinho que a amizade faz sentir e num instante de gratidão a Deus, abrace forte, feche os olhos e ouça os corações batendo: são sinais. Sinais de que a vida vale a pena, quando se tem um amigo.
sábado, 11 de julho de 2009
Construindo espaços de felicidade...
Como última atividade do semestre, na cadeira de Filosofia, foi proposta a seguinte questão: como ressignificar os valores de modo a construir, de um lado, possibilidades de uma cultura de respeito a si e ao outro – suporte de uma convivência solidária – e, de outro, um sentido para a existência?
A conclusão foi que a palavra chave mesmo é “valores”. Como buscá-los e como encontrá-los num mundo tão superficial e tão voltado à satisfação imediata de tudo? Onde muito pouco se dá atenção à dignidade, à moral, à ética, a solidariedade, enfim. Penso que é necessário recuperar-se o sentido verdadeiro do “ser”. Para tanto é preciso investir tempo e intenção, pois entendo que o querer ser uma pessoa melhor já é um começo. Desvincular-se um pouco do imediatismo das coisas e priorizar a reflexão. È claro que no mundo em que vivemos é difícil encontrar espaço para a reflexão, mas é uma opção de cada um. Assim como temos liberdade de escolha para tantas outras coisas.
Também é necessário um mínimo de coragem para se colocar no mundo como um ser pensante e não apenas repetidor de costumes ou fórmulas que deram certo. A pressão social e econômica é grande, mas precisamos manter o foco. Se chegarmos a, pelo menos, questionar as ações e os padrões ditos normais ou usuais, já estaremos buscando uma ressignificação de valores e com isso estabelecendo novos parâmetros.
A existência passa a ter sentido quando encontra um eco de felicidade em seu semelhante. Por isso, não basta nos reconhecermos dignos e respeitados se nosso semelhante não o for. È um entrelaçamento de convivências que, utopicamente talvez, seria o ideal de sociedade.
A conclusão foi que a palavra chave mesmo é “valores”. Como buscá-los e como encontrá-los num mundo tão superficial e tão voltado à satisfação imediata de tudo? Onde muito pouco se dá atenção à dignidade, à moral, à ética, a solidariedade, enfim. Penso que é necessário recuperar-se o sentido verdadeiro do “ser”. Para tanto é preciso investir tempo e intenção, pois entendo que o querer ser uma pessoa melhor já é um começo. Desvincular-se um pouco do imediatismo das coisas e priorizar a reflexão. È claro que no mundo em que vivemos é difícil encontrar espaço para a reflexão, mas é uma opção de cada um. Assim como temos liberdade de escolha para tantas outras coisas.
Também é necessário um mínimo de coragem para se colocar no mundo como um ser pensante e não apenas repetidor de costumes ou fórmulas que deram certo. A pressão social e econômica é grande, mas precisamos manter o foco. Se chegarmos a, pelo menos, questionar as ações e os padrões ditos normais ou usuais, já estaremos buscando uma ressignificação de valores e com isso estabelecendo novos parâmetros.
A existência passa a ter sentido quando encontra um eco de felicidade em seu semelhante. Por isso, não basta nos reconhecermos dignos e respeitados se nosso semelhante não o for. È um entrelaçamento de convivências que, utopicamente talvez, seria o ideal de sociedade.
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