terça-feira, 28 de julho de 2009

Às vezes é difícil, mas a vida nos ensina...



Brincar de Viver


Maria Bethânia
Composição: Guilherme Arantes

Quem me chamou
Quem vai querer voltar pro ninho
E redescobrir seu lugar
Pra retornar

E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar
Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não

Você verá que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver
E não esquecer, ninguém é o centro do universo
Que assim é maior o prazer

Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não

E eu desejo amar todos que eu cruzar pelo meu caminho
Como eu sou feliz, eu quero ver feliz
Quem andar comigo, vem

Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Sintonia das almas

As almas se entendem. Essa é uma teoria que tenho. Pode ser loucura, e talvez seja mesmo. Mas as almas se entendem. Algumas só. Não precisam de palavras, se entendem em outro plano, aqui na Terra mesmo. Alma não tem idade, não tem sexo, não tem cor. Tem desejos. Tem afinidades. Tem sonhos. Estão lado a lado, mesmo que longe fisicamente os corpos. Dançam o balé das vibrações, se encontram, se fundem, para depois seguir. E retornar e se reencontrar. E ajudar-se mutuamente a cumprir uma missão. Lembrar-se que a vida é muito mais do que vemos.
Sim, as almas se entendem... E aí nascem as amizades. Senão, o que dizer de quando completamos a frase que o outro iniciou? Ou quando, sem saber, fazemos planos parecidos, temos idéias e gostos semelhantes e nos encontramos em mesmas decisões?
Já dizia com propriedade o poeta “o que importa é ouvir a voz que vem do coração...” E o que importa também é que amizade não tem pré requisitos, e nem há escolas para formação de amigos. Não tem lógica? E a gente escolhe os amigos, por acaso? Pode até escolher companhias, parceiros, marido, mulher, mas me desculpem, amigo a gente não escolhe. Amigo acontece. De repente, do nada, uma palavra, um olhar, uma gentileza. E daí o companheirismo, a partilha, o bem querer. Dessa parte em diante, aí sim, é escolha. Escolha de manter viva a amizade, de falar o que deve ser falado sem não me toques, de ficar ao lado do amigo para o que der e vier.
Pense num amigo muito querido. Lembra a data em que se tornaram amigos de verdade? Percebe que parece que vocês se conhecem desde sempre? Que as lembranças de um se confundem com as do outro, mesmo que não tenham acontecido junto. Sabe por que? Porque, como eu disse, as almas se entendem. Especialmente as almas de amigos se entendem. E entendem os porquês um do outro e as emoções sentidas e vividas, até sem dizer palavra. A presença de um deixa o outro à vontade em qualquer lugar, extrapolando os limites do tempo.
“Amigos são irmãos que a vida nos deu para caminhar conosco ao longo de nossa jornada...” Neste Dia do Amigo, deixe-se envolver pelo carinho que a amizade faz sentir e num instante de gratidão a Deus, abrace forte, feche os olhos e ouça os corações batendo: são sinais. Sinais de que a vida vale a pena, quando se tem um amigo.

sábado, 11 de julho de 2009

Construindo espaços de felicidade...

Como última atividade do semestre, na cadeira de Filosofia, foi proposta a seguinte questão: como ressignificar os valores de modo a construir, de um lado, possibilidades de uma cultura de respeito a si e ao outro – suporte de uma convivência solidária – e, de outro, um sentido para a existência?
A conclusão foi que a palavra chave mesmo é “valores”. Como buscá-los e como encontrá-los num mundo tão superficial e tão voltado à satisfação imediata de tudo? Onde muito pouco se dá atenção à dignidade, à moral, à ética, a solidariedade, enfim. Penso que é necessário recuperar-se o sentido verdadeiro do “ser”. Para tanto é preciso investir tempo e intenção, pois entendo que o querer ser uma pessoa melhor já é um começo. Desvincular-se um pouco do imediatismo das coisas e priorizar a reflexão. È claro que no mundo em que vivemos é difícil encontrar espaço para a reflexão, mas é uma opção de cada um. Assim como temos liberdade de escolha para tantas outras coisas.
Também é necessário um mínimo de coragem para se colocar no mundo como um ser pensante e não apenas repetidor de costumes ou fórmulas que deram certo. A pressão social e econômica é grande, mas precisamos manter o foco. Se chegarmos a, pelo menos, questionar as ações e os padrões ditos normais ou usuais, já estaremos buscando uma ressignificação de valores e com isso estabelecendo novos parâmetros.
A existência passa a ter sentido quando encontra um eco de felicidade em seu semelhante. Por isso, não basta nos reconhecermos dignos e respeitados se nosso semelhante não o for. È um entrelaçamento de convivências que, utopicamente talvez, seria o ideal de sociedade.